Fonte: Assecom Foto: A. Frota
O município de Dourados foi escolhido como destaque nacional no Congresso
Nacional das Secretarias Municipais de Saúde devido às ações compartilhadas,
realizadas semanalmente nos bairros da cidade, como estratégia de integração
entre a vigilância e atenção primária.
O evento que consagrou o programa
aconteceu em Maceió, de 11 a 14 de junho, e contou com a participação de
representantes de mais de 5.000 municípios. Durante o congresso foram
apresentados mais de 700 trabalhos, sendo cinco classificados por região, e
indicados nacionalmente pelo Conasems (Conselho Nacional de Secretários de
Saúde).
Dourados foi apontado como o melhor município do Centro Oeste e
será um dos indicados do Conselho como destaque. No próximo dia 15 de julho, a
revista informativa do órgão deverá publicar a metodologia aplicada nas ações
compartilhadas, e servirá de modelo para todos os municípios do
Brasil.
Para o diretor de Vigilância em Saúde Eduardo Arteiro Marcondes,
“esse reconhecimento é motivo de orgulho porque mostra que estamos no caminho
certo”. Ele acredita que “essas referências devem motivar a melhorar sempre, e
confirma que Dourados tem sim, muita coisa boa a ser mostrada e a ser
seguida”.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Fórum da CNSPV – Como faremos nossa inserção no NASF?
Por Edu Marcondes
Foto: Divulgação CFMV
Foto: Divulgação CFMV
Poder reencontrar colegas, de tão alto nível e
que lutam exaustivamente pelo crescimento profissional, foi antes de tudo um
grande prazer. Foram 2 dias de grades debates em prol da inserção do médico
veterinário no NASF, que me deram a satisfação de me sentir parte da construção
da história da profissão que faço parte.
História essa muito bem contada, e muitíssimo bem
representada pelo colega Paulo Cesar, presidente na nossa comissão nacional, e
por todos os pioneiros que lideram essa luta pela respeitabilidade de nossa
profissão no ambiente da saúde pública. Ter convivido com eles e com os, até
mais jovens que eu, mostrou que a continuidade desse caminho está garantida, e
nos fez refletir bastante sobre como chegamos aqui e como faremos daqui por
diante.
A luta não foi em vão, foi longa, mas trouxe uma
grande conquista que foi a formalização da inserção do médico veterinário no
NASF, em outubro passado. Uma grade conquista sim, lutada e suada,
principalmente por nossos pioneiros, mas que abriu outro grandioso desafio; O
que fazer para verdadeiramente nos inserir nessa nova realidade?
Essa foi a principal pergunta que nos instigou
nesses dois dias. Sendo que depois de muito debate algumas coisas ficam
marcadas nesse contexto. Que nossa profissão ainda não está totalmente
identificada com a possibilidade se reconhecer como profissional de saúde. Que
talvez não tenha a maturidade suficiente, para trabalhar na forma
interdisciplinar que o SUS exige, e que nosso conhecimento de SUS ainda é muito
incipiente.
E isso claramente, deverá ser o principal desafio
da profissão de agora por diante para que tudo o que foi conquistado, não se
torne em vão. É bem verdade que podemos ter o entendimento que a historia da
medicina veterinária e a sua realidade de atuação no Brasil até aqui,
condicionou a sociedade e os próprios profissionais a se moldarem na forma como
somos vistos hoje.
Sempre tivemos nossa profissão ligada ao
ministério da agricultura, e quando pretendemos atuar junto ao ministério da
saúde, esse contexto muda radicalmente. Continuaremos com o mesmo ambiente, e
com os mesmos animais que sempre lidamos porem com foco na saúde humana; E isso
muda profundamente a visão que o profissional deve ter de sua atuação e do seu
papel social. Talvez por isso, tenha ficado muito claro que nosso papel não
será fácil.
Quase que a totalidade de nossos colegas, não
consegue imaginar essa possibilidade na prática, e se cercam de dúvidas quando
falamos de nossa inserção no NASF. Quando falamos então de SUS, ai é que a
coisa de complica de vez.
Justamente em cima desse novo desafio é que
pudemos propor várias sugestões de ações a serem desencadeadas pelas comissões
estaduais e pela comissão nacional, para dar esse clique na profissão. Além
disso várias estratégias políticas de sensibilização dos gestores e da
sociedade também ficaram delineadas.
Outra questão que fica muito evidenciada é que
ainda não temos um padrão de atuação quando conseguirmos nos inserir no NASF.
Não podemos imaginar que faremos parte de um sistema de atenção básica da saúde
humana para fazer atendimento clinico à animais, por mais tentador que isso
possa ser para um médico veterinário. Para tanto é necessário também que os
colegas da academia tenha a ciência exata do que é SUS, do que é atenção
básica, do que é ESF e do que é NASF, para que possa bem orientar nosso futuros
jovens colegas. Nós que já atuamos no sistema também devemos assumir nossa
responsabilidade nisso também.
O médico veterinário deve deixar pra traz aquela
cultura individualista, turrona e até certo ponto truculenta de que até aqui se
via atuando de forma individualizada dentro de sua clinica, ou isolada no campo.
Agora é preciso que ele se veja como promotor de saúde, de melhoria das
condições ambientais e de vida das pessoas. O SUS precisa disso, e a medicina
veterinária precisa se preparar para essa realidade, ou poderemos perder o
bonde da história.
Bem como vemos os dois dias em Goiania – GO,
estimularam nossos pensamentos e nossas mentes acerca de nossa nova realidade,
os desafios são muitos, mas as possibilidades maiores ainda. A medicina
veterinária, sempre esteve e sempre estará pronta para assumir seu papel na
historia.
A certeza
é de que estamos em mais um momento desses que engrandecem, não podemos
perdê-lo; E não o perderemos pois seguindo os passos e os exemplos, e nos
juntando aqueles que nos abriram os caminhos até aqui formamos um time cada vez
maior de pessoas que não fogem à luta.
Ações Compartilhadas de Vigilância em Saúde – Destaque do Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde
Por Edu Marcondes
Com essa mensagem recebida no celular funcional
do Departamento de Vigilância em Saúde, tive a informação de que mais me
alegrou nesse ano. O trabalho que idealizamos havia recebido um reconhecimento
nacional. Para muitos pode parecer uma coisa banal, mas para quem vive o dia a
dia, fazendo vigilância dentro SUS, ter sido reconhecido como a melhor
experiência do Centro Oeste, e compor a publicação do CONASEMS, que trará as 5
melhores, sendo uma de cada estado é uma senhora vitoria.
“....Boa
tarde! Sou jornalista contratada pelo conasems e preciso falar contigo porque
sua experiência foi selecionada como destaque do congresso para sair na
revista!”
As dificuldades, não são poucas. Os colegas da
secretaria que trabalham na Atenção, não conseguiam entender e se abrir à
atuação da vigilância, que sempre foi tratada à margem da saúde, como se não
fizesse parte do sistema. E foi justamente isso que serviu de base e estimulo
para a idealização das Ações Compartilhadas.
Enquanto ainda estava no CCZ, sempre me senti
incomodado e até certo pondo inconformado, de como a unidade é relegada, por
quase todos da saúde, minha profissão – Medicina Veterinária - então coitada,
não tinham serventia a não ser para capturar e eutanasiar animais, que estavam
incomodando. Pouquíssimos colegas conseguiam ver na atuação de controle de
zoonoses uma ação importante para a saúde.
Ao chegar ao Departamento constatei uma realidade
ainda pior. A segregação não era exclusividade do CCZ, a Vigilância Sanitária
era demonizada, os fiscais tidos como polêmicos e problemáticos; o DST era relegado
a 2º plano..., enfim; Era cada um por si e Deus por todos. Perdi algumas noites
de sono, pensado como isso podia funcionar; Um sistema que não se articulava
como sistema. Daquele jeito, não iríamos a lugar nenhum.
O primeiro passo foi acertar uma dinâmica de
reunião de departamento, realizada religiosamente uma vez por semana. Era
preciso mostrar aos coordenadores, que éramos uma equipe, e que somente juntos
poderíamos avançar. As dificuldades e faltas de coisas não iriam do dia para
noite acabar, mas se um ajudasse o outro, todos se manteriam permanentemente
funcionando. Isso criou um grande espírito de corpo. O DVS se tornou de fato
uma equipe, e em questão de poucas semanas.
Todos começaram a funcionar. Ora se um estava com
a viatura quebrada o outro ajudava se faltava luva em lugar, o outro emprestava,
e assim por diante. Obviamente que as equipes também rapidamente se sentiram
acolhidas e motivadas. Para qualquer profissional do SUS, não existe motivação
melhor do que ver seu trabalhando funcionando e sendo reconhecido, e isso não é
novidade pra ninguém.
Bem mas apesar disso, em nossas reuniões de
departamento, eu e a equipe de coordenadores, repetidamente chegávamos as
mesmas discussões – Os esf, não notificavam, os esf não ajudavam no combate a
Dengue, a atenção não fazia fluxo de retorno, as salas de vacina, eram tratadas
como uma coisa a parte do esf, enfim; Foi então que sugeri a eles que
deveríamos rapidamente nos aproximar da Atenção. Não dava mais para ficar na
mesma, nem tão pouco ficar brigando.
Foi o embrião da ACVS, que passados mais alguns
dias, me encarreguei de botar no papel e formatar a metodologia. No inicio,
tivemos alguma resistência de algumas equipes, mas a maioria já nos acolheu com
calorosa receptividade, a metodologia foi sendo ajustada, e hoje temos um
formato bem delineado, e bem executado. As atividades obedecem um calendário
definido e constante; As ações se incorporaram a rotina da vigilância.
A cooperação mutua, continua; Todos os agravos e
metas, passaram a ser igualmente tratados com a devida importância; Não existe
hoje no DVS, uma equipe mais importante que a outra, e todos passaram a se sentir efetivamente promotores de saúde.
Melhorias e aprimoramentos evidentemente são constantes, mas os resultados e
reconhecimentos mostram para todos, que se alguém ainda estava incrédulo; Que
as ACVS, são uma técnica indispensável para as vigilâncias modernas.
Por fim não posso deixar de externar minha
satisfação pessoal; Para mim esse reconhecimento do CONASEMS, foi grandioso. A
pouco mais de 4 anos, minha profissão dentro da SEMS era tida como “catadora”
de cães errantes, ao passo de que quando fui escolhido para assumir o DVS,
muito preconceituosamente colocaram em redes sociais que um médico veterinário
não teria condições de assumir um cargo que cuidava da saúde das pessoas.
Definitivamente esse reconhecimento não é tido por mim como uma revange, mas
que a dificuldade e os comentários maldosos nos serviram de estimulo, isso
serviram.
Agora ficamos no aguardo da publicação do
CONASEMS, no meio julho, mas desde já agradecendo a cada um dos colegas da
secretaria de saúde, a Silvia nossa secretária, a todos os diretores, e
especial a cada um do DVS; Essa reconhecimento é da nossa cidade mas feita por
cada um dos membros da vigilância e com apoio de todos da gestão.
Ainda Falando em Gestão
Por Edu Marcondes
Apesar da lacuna entre o último post e esse, não
posso deixar de concluir os relatos acerca das atividades do congresso nacional
de secretarias municipais de saúde, realizado em Maceió-AL, de 11 a 14 de junho
passado.
Como fechamento do evento pudemos observar a mesa
sobre gestão do SUS, em ano eleitoral. Definitivamente foi o ponto alto do
congresso, em termos de reflexão sobre a situação do sistema atualmente no
Brasil. A explanação iniciou-se com a historia de criação, e discorreu até os
desafios atuais.
Os sistema foi efetivamente criado, por ocasião
da constituição de 1988, e como é de conhecimento de todos que trabalham no
sistema, foi regulamentado em 1990 pela lei 8080, e 8142. De La para cá uma
rica história, com vários avanços e muitas frustrações.
É no mínimo intrigante, ser compelido a refletir
sobre essa história. Todos os profissionais que atuam no sistema, vez ou outra
deveriam buscar conhecer a historia do SUS, a nível nacional e a nível e local,
e a partir de tudo que puder entender dessa estrutura atuar em busca da
melhoria. Simplesmente criticar é uma atitude baixa, e de quem não conhece onde
está.
Por vezes sentimos que o ideal funcionamento,
está muito distante do real, e que esse tal de SUS, é como se fosse uma lenda
que nos contaram. Mas não é não! Na mesa lá de Maceió-AL, ficou
determinantemente claro que em Dourados a implantação do sistema, foi muito
semelhante a do restante do país, e obviamente, os problemas que enfrentamos
hoje, também o são.
Em nossa cidade o inicio se deu na primeira
gestão do então prefeito Braz Mello, em que meu pai Dr.Eduardo Otavio Texeira
Marcondes, era o secretário de saúde, e
eu posso de boca cheia, contar que aos 13 anos de idade era o secretário mirim
de saúde (fruto de um programa municipal que na época estimulava nas escolas da
cidade a formação de lideranças políticas), mas isso é uma outra história.
Nessa época tudo era uma beleza, as pessoas
deixavam de ser indigentes para a saúde, e desde 1988, passaram a ter o direto pleno
e universal à saúde, diferente do que era até então em que so tinha acesso a
saúde pública que tinha carteira assinada. Os demais ou tinham condições de
atendimento particular ou dependiam de uma mãozinha de pessoas influentes.
Nesse universo era fácil fazer o SUS cair nas
graças na população. A cada novo posto de saúde (denominação da época), a
população se sentia protegida. Os secretários de saúde da época eram muito
populares, e não respondiam processos na justiça. Porém no final da década de
90, e inicio dos anos 2000, a coisa começou a se enrolar.
O nível de exigência política e da população
comeram a apertar, e sistema foi se vendo obrigado a cada vez mais incorporar,
atendimentos, unidades especializadas e tecnologias que foram encarecendo o atendimento.
Paralelamente, essa foi a época no Brasil em a que a população teve seu maior
pico de crescimento. E para tornar a coisa mais complicada ainda, houve uma
drástica descentralização do sistema na busca de dar melhores respostas as
populações locais.
O peso caiu na sua maior parte sobre os
municípios, de forma que a cada dia os problemas estão mais complexos e
difíceis de resolverem. Na mesa do congresso ficou evidente que não há uma
formula para a solução dos problemas. Em contrapartida fica claro também que
justamente por essa rica história temos hoje uma repleta rede com condições de
atender todas as possibilidades de demanda, contudo essa grande estrutura não
funciona.
As causas do não funcionamento são várias. De
falta de recursos, a incompetência gerencial, passando pela corrupção, podem
ser citadas como as responsáveis. Fica a esperança de que esse belo sistema é
composto por boas pessoas, e que amam o SUS, que querem ver esse gigante
adormecido, despertando.
Caberá portanto aos novos e futuros secretários ,
e a todos os profissionais, prestadores e usuários, entender a complexa rede
que temos nas mãos, deixar seus posicionamento pessoais de lado e fazer com que
ele funcione. Quem se habilita?
sábado, 16 de junho de 2012
PARCERIA ENTRE CFMV, MEC E MINISTÉRIO DA SAÚDE
PARCERIA ENTRE CFMV, MEC E MINISTÉRIO DA SAÚDE DISPONIBILIZA PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS PARA TODOS OS MÉDICOS VETERINÁRIOS
Os profissionais de Medicina Veterinária, devidamente registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), terão acesso ao portal “Saúde Baseada em Evidências” (http://periodicos.saude.gov.br) do Ministério da Educação (MEC - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- Capes) e o Ministério da Saúde (MS).
O acesso foi possível graças a uma parceria entre o MEC e o CFMV que, com garantia de segurança, enviou os dados dos profissionais. A mesma parceria está sendo realizada com Conselhos de outras 14 profissões da área da saúde e a expectativa é de que a informação chegue a aproximadamente 1,8 milhão de profissionais de saúde registrados no país. Os dados do CFMV foram enviados na última terça-feira, dia 12.
O portal Saúde Baseada em Evidências é uma página eletrônica de pesquisa, que reúne conteúdos científicos e publicações sistematicamente revisadas com protocolos clínicos baseados em evidências. A iniciativa permite acesso às informações acadêmicas para que os profissionais da área de saúde possam fundamentar suas decisões. No site eles encontrarão diversos conteúdos científicos, destinados à saúde baseados em evidências, para apoiá-los na prática clínica. As informações oferecem suporte para a realização de diagnósticos e a escolha do tratamento, entre outros procedimentos.
O acesso será feito com um login, que será o número do registro profissional, e uma senha, que será criada por ele. Essas informações possibilitam - posteriormente - ao Ministério da Saúde identificar o perfil do usuário, bem como as publicações e assuntos que foram consultados.
Para o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, a cooperação do CFMV auxiliará na qualidade do trabalho dos Médicos Veterinários. “A contribuição do CFMV não termina somente com os dados. Vamos também ajudar na divulgação sobre o portal e na identificação e sugestão de novos periódicos adequados à ferramenta”.
Terão acesso ao conteúdo os profissionais das áreas de Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social.
BASE DE DADOS
A base de dados do portal foi selecionada a partir de um levantamento realizado por pesquisadores e docentes de universidades públicas do País, que considerou a relevância e a atualização do conteúdo disponibilizado. O material foi selecionado para atender às principais necessidades dos profissionais de saúde.
Base de Dados
Resumo
Rebrats
Engloba estudos nacionais na área de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), desenvolvidos por pesquisadores brasileiros, com temas prioritários para o sistema de saúde nacional.
Embase
Ferramenta online com revisões sistemáticas em áreas como farmacologia, ciências farmacêuticas, toxicologia; alergia e imunologia, oncologia, neurologia, cardiologia, química medicinal e descoberta de drogas.
ProQuest Hospital Collection
Além de publicações periódicas, inclui a ferramenta de cálculo e análise de estatísticas de medicina baseada em evidência Medical Evidence Matters, que permite avaliar opções terapêuticas para condições médicas conhecidas.
Atheneu livros Virtuais
As publicações abrangem conteúdos relacionados às área de enfermagem; nutrição; fisioterapia; saúde coletiva; alergologia e imunologia clínica; anestesiologia; cardiologia; cirurgia; doenças infecciosas e parasitárias; medicina laboratorial; endocrinologia; fisiatria; gastroenterologia; geriatria; ginecologia e obstetrícia; nefrologia e urologia; neurologia; odontologia; oncologia; traumatologia; otorrinolaringologia; pediatria; psiquiatria; pneumologia; histologia; farmacologia; fisiologia; microbiologia; além de engenharia biomédica.
Micromedex
Oferece acesso a dois módulos: Diseasedex – Emergency Medicine, que apresenta dados e informações para as primeiras 72 horas de uma emergência médica, como suporte à vida, tratamentos e apresentação clínica e Diseasedex – General Medicine, que engloba o período posterior às primeiras horas de uma emergência médica, como prevenções, sintomas e complicações com informações baseadas em evidências referenciadas.
Dynamed
É uma ferramenta de referência clínica para uso no local de tratamento, criada por médicos para médicos. Contém sumários clinicamente organizados e inclui calculadoras médicas.
Best Practive –British Medical Journal (BMJ)
Base de dados em prática médica que fornece informações detalhadas sobre como fazer diagnósticos, incluindo testes, diagnósticos diferenciais e diretrizes.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Controle da Tuberculose – Abordagem do Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
Por Edu Marcondes
Outra relevante área da vigilância e que foi
abordada e debatida durante o congresso, é o controle da tuberculose e
hanseníase. Doença que a cada dia ganha importância por já ser hoje a principal causa de morte
entre as pessoas portadoras de HIV.
O Ministério da Saúde, dentro da diretoria de
vigilância em saúde, possui um programa que trata apenas de monitorar e
desencadear as ações de prevenção à esse agravo. Em Dourados, temos essa mesma
estrutura e desenvolve as ações conforme preconizado, tendo tido elevado êxito
no tratamento desses pacientes.
Foi portanto que grande interesse que pudemos
participar desse debate no congresso, sendo que a principal abordagem foi quanto
ao perfil epidemiológico da doença no país que apresenta hoje curva ascendente
de novos casos. Sendo que diante desse quadro demonstrou-se a importância de
prover notificações eficientes e tratamentos completos.
Quanto se trata de tuberculose fica evidente,
alguns complicadores que são facilmente comprovados pela prática do dia a dia
do Centro de Referência em Dourados. A primeira delas de é envolver e
sensibilizar a atenção primaria com relação ao seu papel de diagnóstico e
tratamento acompanhado dos casos em seu território, segundo os debates fica
demonstrado que o papel dos Centros de Referência são essencialmente de suporte
diagnóstico e de casos com complicadores.
A coleta de material, fechamento de casos e
acompanhamento, segundo consenso da oficina foi de que, esse papel deve ser
assumido como rotina na atenção, não cabível o envio rotineiro de casos
suspeitos para coleta de material e exame clinico nos centros de referência,
isso deve pontuado sob a ótica de fortalecimento da atenção.
Os Centros de Referencia tem sim um papel
extremamente relevante nesse contexto, que o de dar acompanhamento de rotina
nas unidades, supri-las de informações dirimir as dúvidas quanto as
notificações, tratamentos, e diagnósticos; E obviamente assumir os casos relevantes.
Por essa visão fica mais uma vez demonstrada a
diretriz hoje em empregada no SUS, a integração Vigilância/Atenção e o foco na
promoção a saúde prevenção de agravos, de forma que passa a ser esse o mais
relevante papel do Centro de Referencia em Tuberculose e Hanseníase.
É importante definir que o papel da prevenção,
aliado ao desafio constante de melhorar as notificações de forma cada vez mais
precoce, assim como ter como meta numero 1 o objetivo de se concluir todos os
tratamentos.
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